terça-feira, 27 de junho de 2017

Sonho realizado

Olá mamães,

Hoje é um dia muito especial para mim! Mas muito mesmo!

Primeiro porque há exatos nove anos o resultado de um exame de sangue me avisou que eu seria mãe pela primeira vez! A minha vida nunca mais foi a mesma! As emoções oscilavam entre a enorme gratidão ao Senhor e o medo desse universo até então desconhecido da maternidade! 

Quanto aprendizado desde então! Quantas alegrias e quantos desafios também!

E então no mesmo dia, nove anos depois, estou aqui realizando outro grande sonho: o lançamento do meu primeiro livro: Letras de Mãe.

Foi escrito com muito carinho e muita oração! E peço a Deus que venha a abençoar muitas e muitas vidas!

Para ler basta clicar na imagem abaixo ou ao lado.

Mas não deixe para depois! Ele ficará disponível gratuitamente apenas por um mês! Depois disso poderá ser adquirido através dos principais sites de vendas de Ebooks por um precinho bem camarada!

Que Deus continue conduzindo nossas vidas e realizando nossos sonhos para a glória dEle!

Um beijinho,

da mamãe do Gabriel e da Alice


E-book gratuito por tempo LIMITADO!!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Amor

Em primeiro lugar, quero desejar a todas um Dia das Mães maravilhoso e abençoado!
E aproveito para compartilhar com vocês uma benção! A realização de um sonho! Em breve, estarei lançando o livro que escrevi! Será no formato Ebook e estará disponível aqui no blog para download!
Foi escrito com muito carinho! E a minha oração é que ele venha a ser benção na vida de todos que lerem!
Neste livro falo de 23 temas ligados à maternidade, cada tema iniciado com uma das letrinhas do alfabeto. Então, para comemorar o Dia das Mães e para vocês já conhecerem um pouco desse projeto resolvi postar a primeira letrinha.
Com vocês a Letra A de AMOR!
Espero que gostem!

Beijos da
Mamãe do Gabriel e da Alice


                                                                Amor
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
o maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

I Coríntios 13:4-7

Nesta passagem da Palavra de Deus há uma descrição muito interessante e prática sobre o amor. Nos mostra que o amor vai além de sentimentos, por mais profundos que sejam. 
O amor materno é mesmo um amor imenso e transformador! O que sentimos por essas pessoinhas é indescritível! Mas sabemos que nem sempre somos tão amorosas quanto gostaríamos.
Só Nosso Pai Eterno pode nos ensinar e nos capacitar para que:
- sejamos pacientes para repetir as mesmas coisas várias e várias vezes sem gritar;
- sejamos bondosas e amáveis mesmo nos momentos de birra;
- não tenhamos inveja daquela mãe que é sempre tão pontual, tão calma e tem a alimentação mais saudável do universo!
- não nos vangloriemos quando nós é que somos as pontuais, calmas e saudáveis (às vezes acontece não é?!);
- não sejamos orgulhosas a ponto de fazermos tudo sozinhas por acharmos que só o nosso jeito é o correto e melhor;
- quando for necessário repreender e corrigir, consigamos agir com calma, ensinando o que é correto mas sem maltratar nossos filhos;
- não procuremos apenas os nossos interesses, mas coloquemos acima destes, e com alegria, os da nossa família;
- não fiquemos iradas facilmente, especialmente em dias com milhões de atividades, quando eles estão superagitados e nós supercansadas!
- não guardemos rancor daquela criancinha que empurrou nosso filho pra furar a fila do brinquedo no parquinho;
- não nos alegremos com a injustiça e sim com a verdade, ainda que para ser justas tenhamos que dar a devida razão, se for o caso, àquele amiguinho que disputa com nosso próprio filho;
- soframos a tristeza das respostas malcriadas e das caras feias para a alimentação saudável (e trabalhosa) sem nos fazer de vítimas. Mas ensinando-os, claro, a não agir dessa forma!
- creiamos que o nosso trabalho não é em vão no Senhor (I Coríntios 15:58);
- esperemos com alegria o surgimento dos frutos do ensino que estamos plantando em seus coraçõezinhos;
- suportemos, na força que o Senhor nos dá, as noites sem dormir, as dores do pós-parto e do início da amamentação, as dores nas costas de tanto abaixar para catar brinquedos e especialmente as críticas que não sejam construtivas!
Por nós mesmas somos incapazes de demonstrar todas as características do amor que estão nos versículos lá em cima. Somente com a benção do Senhor poderemos viver cada uma delas. 
Letrinha em ação
Imprimir o texto de I Coríntios 13:4-8 e colocar em algum lugar da casa que toda a família visualize sempre.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Salmo 133


Olá mamães,

Como o Salmo 133 é lindo!

Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!
É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba,
a barba de Arão, até a gola das suas vestes.
É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião.
Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.


O versículo 1 é muito conhecido e bastante ensinado nas nossas Escolas Bíblicas.

Mas há poucos anos é que atentei para o restante do Salmo. É uma descrição de um momento sublime e santo: a unção de Arão.

“Unja-o com o óleo da unção, derramando-o sobre a cabeça de Arão.” (Êxodo 29:7)

Percebem o quanto isso é profundo? A união entre os irmãos é algo tão sagrado quanto a dedicação ao sacerdócio do primeiro sacerdote instituído por Deus!

Também é uma benção como o orvalho nos montes de Sião. Encontrei várias passagens bíblicas falando da benção divina que é o orvalho:

“Que Deus lhe conceda do céu o orvalho e da terra a riqueza, com muito cereal e muito vinho.” (Gênesis 27:28)

“A respeito de José disse: 'Que o Senhor abençoe a sua terra com o precioso orvalho que vem de cima, do céu, e com as águas das profundezas;'” (Deuteronômio 33:13)

“Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio. Como o cedro do Líbano aprofundará suas raízes;” (Oséias 14:5)

O Rei Davi, que foi quem escreveu este lindo salmo, não se refere apenas a irmãos de sangue, mas fala a todo o povo de Israel. Este salmo era na verdade um cântico de romagem. Eles cantavam estas lindas palavras enquanto se dirigiam a Jerusalém para adorar a Deus.

Que coisa grandiosa pensar que enquanto procuro viver em paz e união com meu marido, meus filhos, parentes, com minha igreja, vizinhos, colegas de trabalho, estou prestando adoração a Deus!!

Refletindo sobre isso preparei mais um versículo ilustrado  para ensinarmos e vivermos!!!





Salvem, compartilhem, imprimam, fiquem a vontade!!!

Um beijinho,
da mamãe do Gabriel e da Alice

quinta-feira, 23 de março de 2017

União


Olá mamães,

Na casa onde há mais de uma criança é certo: vira e mexe tem uma briguinha!

Bem, na verdade, seria mais honesto dizer que "em casa onde há mais de uma PESSOA é certo: vira e mexe tem uma briguinha!" Porque adultos também discutem e se desentendem, não é verdade?!

Mas aos nossos olhos as briguinhas infantis são por motivos bobos e desnecessários, aquelas implicâncias típicas dos irmãos ou a clássica disputa pelos brinquedos. É incrível como numa hora o pobre do brinquedo está abandonado num canto e, de um segundo pro outro, ao toque de uma mãozinha, se torna o brinquedo mais desejado de todos os tempos!!!

Enquanto estão apenas discutindo eu às vezes fico só escutando, para ver se conseguem chegar a um acordo sozinhos. Mas muitas vezes é necessário intervir para separá-los por um tempo ou colocá-los sentadinhos de frente um pro outro. Ou então usar a camisa da união como eu fiz nesse dia.





Pelos rostinhos sorridentes vocês podem ver que deu super certo!!

Mas creio que não é suficiente apenas separar brigas ou colocar de castigo o suposto vilãozinho daquela situação específica. É preciso ir além... aprofundar a questão, como faz a Bíblia:

“De onde vêm as lutas e as brigas entre vocês? Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês.”
Tiago 4:1

É sempre uma questão do nosso coração pecaminoso, desejoso de fazer a sua vontade custe o que custar.

E se olharmos para as discussões dos adultos veremos que a raiz do problema é a mesma:

- "Eu estou certa e o outro está errado."

- "Eu preciso disso (seja um objeto ou um favor) agora e ele(a) tem que me atender!"

Li certa vez que devemos questionar as crianças que estão disputando o que é mais importante: aquele objeto ou o irmão/amigo/primo? Sempre faço essa pergunta aos meus filhos, destacando que pessoas é que são importantes de verdade, e não os objetos.

Na maioria das vezes eles entendem a mensagem e arranjam uma solução para o conflito. Mas, vez ou outra, sou surpreendida com os pequenos espertinhos me questionando o que é mais importante: "levar os seus filhinhos para passear ou lavar esses pratos aí? Pratos são só coisas, as pessoas são mais importantes!" Bem, de certa forma não deixam de ter razão!

Sei que eu também preciso refletir sobre isso: o que é mais importante, ganhar todas as discussões ou preservar a paz nos relacionamentos?

Se olharmos para trás podemos contar dezenas - talvez centenas - de desentendimentos que tivemos, dos mais bobos aos mais exaltados, por motivos que hoje não fazem mais a menor diferença!

Precisamos viver o que ensina a Palavra:

Façam todo o possível para viver em paz com todos.
Romanos 12:18
“Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.”
Filipenses 2:4
Este último texto bíblico prossegue demonstrando que o próprio Senhor Jesus esvaziou-se dos seus direitos e veio a este mundo tomando a forma de homem para ser o nosso Salvador, compartilhei sobre isso na postagem sobre Escuta Ativa.
Que o Senhor nos ajude a seguir o exemplo do nosso Mestre e manter um clima de preciosa união em nossos lares!


Um beijinho,
Da mamãe do Gabriel e da Alice

PS: Já, já um lindo versículo ilustrado sobre esse tema para ensinar e praticar!


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens."


Olá mamães,

Há muito tempo que queria embarcar nesse mundo de ilustrar versículos com arte digital.

Encontrei muitas imagens lindas e por um precinho maravilhosamente pequenino no site Etsy.

Então, finalmente, o primeiro versículo saiu do forno!

E que mensagem poderosa ele tem!


É um ótimo ensino para as crianças!! E, bem... para nós mesmas também! !

Não sei vocês, mas eu tenho que reconhecer que faria algumas de minhas tarefas com mais empenho se tivesse essa ideia sempre em mente: “se fosse para o Senhor, eu faria dessa forma?”

Fiquem à vontade para baixar e compartilhar. Está numa qualidade boa pra imprimir também. Fiz no tamanho de uma folha A4.

Se for imprimir prefira um papel mais grossinho, vai ficar mais bonito e durar mais. Mas fica legal no papel comum também!

Que o Senhor nos capacite e a nossos filhinhos também a fazer todas as coisas como se fosse para Ele mesmo!

Beijinhos,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Escuta Ativa e o Natal


Olá mamães,

Estive lendo esses dias sobre Escuta Ativa. Já ouviram falar? Ao que tudo indica é um conceito defendido pelos psicólogos norte-americanos Carl Rogers e Richard E. Farson desde 1957. Mas, pesquisando sobre o assunto, vi que trata-se de, nada mais nada menos, que criar o hábito de dar total atenção a quem fala conosco.

Não poderia ser mais simples.

Não poderia ser mais difícil!

Pelo menos para mim, uma super tagarela assumida, a arte de ouvir requer certo esforço para manter a boca fechada e a mente concentrada no que estou ouvindo e não no que quero acrescentar ou sugerir tão logo a pessoa faça uma pausa para respirar. Momento confissão! Podem me julgar! Me defendo apenas dizendo que o Senhor tem me ajudado nessa caminhada para me tornar uma ouvinte mais atenciosa!

Enfim, comecei a ler sobre Escuta Ativa através de algumas postagens na blogofera da maternidade que mostravam como o príncipe William e a princesa Kate falam com seu filho mais velho, George.


Eles quebram os protocolos reais e se abaixam até ficar do tamanho do menininho. E, então, na altura dele, e olhando-o nos olhos, conversam ou respondem suas dúvidas.

Praticando a Escuta Ativa demonstramos que nos importamos com a outra pessoa. Ao falar com os filhos na altura deles os pais agem com humildade, abrindo mão da posição superior que a altura lhes confere.

Lembrei que com meu filho mais velho eu SEMPRE fazia isso, sempre me abaixava para falar com ele e prestava toda a atenção no que ele quisesse me contar, mesmo quando ele ainda nem sabia falar nada direito... Mas, com o tempo, a chegada da mais nova, o aumento de tarefas e atividades, fui perdendo esse hábito. Ainda presto atenção no que eles dizem e amo conversar com meus filhos. Mas no geral conversamos enquanto eu faço outras coisas e... nem sempre me lembro de abaixar e olhar nos olhos.

Porque perdemos tão facilmente os bons hábitos, enquanto outros, ruins, lutamos tanto para deixar? Passei a me abaixar cada vez menos para falar com meus filhos, mas não consigo parar de estalar os ossinhos dos dedos, por exemplo.

Lendo sobre Escuta Ativa aplicada a criação de filhos retomei o hábito. Na verdade, para falar com o Gabriel nem preciso mais abaixar! Como está grande o meu filhinho! Mas passei a me policiar para fazer mais isso quando a Alice quer conversar ou perguntar alguma coisa.

Refletindo sobre tudo isso lembrei que um dia Alguém também se abaixou para falar comigo! Aliás, com todos nós! Numa perspectiva muito mais ampla, claro, meu Senhor abaixou-se até ficar do nosso tamanho e nos olhar nos olhos!

Estamos em plena época de Natal! Quando celebramos a vinda do Messias!

Um dos meus textos bíblicos preferidos é esse: 

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
 que, embora sendo Deus, não considerou o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
E sendo encontrado em forma humana, humilho-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai."
Filipenses 2: 5-11


E minha oração é para que nossos olhos e pensamentos não estejam apenas nas comidas, presentes e compromissos. Em meio ao turbilhão de eventos, cores e luzes vamos parar e refletir seriamente sobre isso: Deus, o Criador do Universo, se fez humano como nós para nos resgatar para Ele novamente, para oferecer perdão para nossa teimosia, arrogância, egoísmo e autossuficiência.

Se o príncipe William e a princesa Kate merecem admiração e elogios por sua conduta em relação ao seu filho, quão infinitamente maior deve ser nosso deslumbramento e gratidão por Aquele que deixou os Céus com toda sua glória para vir até nós e nos salvar!

Que vocês e suas famílias tenham um Natal abençoado e que cada dia de 2017 seja vivido na presença do Senhor!

um beijinho,
da mamãe do Gabriel e da Alice


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Há vida fora da tela - por Gisele Manhães


Olá mamães,

Minha querida amiga e irmã em Cristo, Gisele Manhães, já compartilhou conosco como ela criou as Quintas em família para aproveitar melhor o tempo com seus filhos, já maiorzinhos. 

E hoje, ela nos prestigia com um texto maravilhoso! Uma reflexão superatual e com ideias bem práticas para ajudarmos nossos filhos a deixarem as telas um pouco de lado. São dicas preciosas, especialmente para quem tem filhos que já não são mais crianças que espalham brinquedos pela casa toda - o que, como falei no meu último texto, é a minha solução para desplugar a galerinha lá de casa.

Que o Senhor nos ajude e também aos nossos filhos a aproveitarmos ao máximo a vida que Ele nos deu!!

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.
Efésios 5:15 e 16

Um beijinho,

Da mamãe do Gabriel e da Alice


E agora com vocês: A mamãe do Ricardo e da Anna.


Há vida fora da tela

Minha filha apareceu em casa com uma nota horrível em ciências e, para ajudá-la a se recuperar e, ao mesmo tempo, mostrar para ela que tudo tem consequências, decidi, entre outra coisas, tirar-lhe o celular.


Ela é uma ótima menina e não se sentiu injustiçada nem coisa do tipo. Compreendeu que era para o seu bem. Ficou tranquila por um tempo. Mas, teve um dia em que ela não se aguentou, disse não haver mais graça em sua vida. “Minha vida acabou!!”, declarou ela do alto de seus treze anos.

Contrargumentei que a vida não se resumia a selfies e redes sociais, e que sua declaração só confirmava o papel central que o celular tinha assumido em sua rotina, e que “isso não pode ser, né, filha...”

Então ela me desafiou, mesmo sem ter tido a intenção... Ela me perguntou o que lhe restava para fazer da vida além de estudar e ver TV...

Fiquei pensando, pensando, pensando... E foi difícil responder... E olha que eu me considero uma pessoa criativa... Realmente, nesses tempos de hoje nossa vida tem se reduzido a uma rotina de estudo, trabalho, celular e televisão ou computador. Não conseguimos vislumbrar nada muito além disso. Parece que nossa existência se resume a isso. As crianças e adolescentes já não brincam mais de correr, de pique, de bandeirinha. Descem para o play para tirar selfies e postarem coisas nas redes sociais...

Acontece que não temos passado a nossos filhos certos conhecimentos. Conhecimentos que hoje em dia já não se consideram importantes. Na verdade, alguns deles são até vistos como irrelevantes ou inferiores.

Dei-me conta, por exemplo, de que meus filhos não sabem fazer algo tão simples como embrulhar um presente... “Ah! Mas isso não é necessário, há pessoas em lojas que fazem isso. Não temos mais tempo para isso.” Claro!! Vivemos noite e dia em prol do trabalho formal. Já não vemos graça nem necessidade nas pequenas coisas do dia a dia...

Sabe o que estamos fazendo? Estamos terceirizando tudo!! Nossos filhos não levarão adiante o legado de nossas famílias, acumulado em décadas de conhecimento passado por tradição, isto é, conhecimento que não se ensina em escolas nem se aprende formalmente. Coisas que aprendemos com nossas mães, pais e avós. Receitas de família, bordados, o jeito de fazer as coisas, o pulo do gato. Como se descasca um legume, como se limpa um banheiro, como se estende uma roupa no varal, como se troca uma lâmpada, como se fura uma parede ou se troca um pneu, como se passa uma roupa, como se tempera um feijão, como se faz uma bainha...São coisas tidas como ultrapassadas, as quais nossos serviçais devem fazer por nós.

É! Mas se – Deus o livre – um dia, nossos filhos precisarem pregar um botão? Ou fritar um ovo? E se – bate na madeira e dá três pulinhos – um dia nossos filhos não forem bem-sucedidos profissionais liberais cercados de lacaios por toda parte? O que será de suas vidas? E se – vai que – esses pequenos e inúteis conhecimentos foram capazes de lhes trazer um imenso prazer e senso de capacidade e realização?

Irônico pensar que, nesse momento em que se cunha o verbo empoderar, estejamos, na verdade, desempoderando nossos filhos. Eles falam Inglês, Espanhol e Mandarim, mas não sabem lavar um tênis... Eles fazem cálculos e resenhas, mas não conseguem fazer sua própria cama.

Queremos tanto que sejam independentes, no entanto, ao negligenciarmos a transmissão de certos conhecimentos – aos quais, quero destacar, eles têm direito – relegamo-los a eterna dependência do outro. E, como bônus, contribuímos com a ideia de que sejam conhecimentos menores, para seres “inferiores” os realizarem.

Não!! Não quero isso para meus filhos... Não quero que seu mundo gire em torno de uma tela!!

Quero que levem adiante aquela carne assada maravilhosa com as batatas coradas que minha mãe fazia e me ensinou. Embora ela mesma não esteja mais aqui, sua carne continua fazendo o maior sucesso!!

Estou listando coisas (pois adoro uma lista) que gostaria de fazer com meus filhos para lhes mostrar que a vida vai além de um retângulo reluzente com falsas pretensões sociais. Pensei em algumas:

1) Pintar junto: engraçado como aqueles livrinhos de pintura ficaram na moda. Já saíram, porém. Tudo hoje é muito fugidio e entra e sai da moda na velocidade de um clique... Não tô nem aí...vou ressuscitar o livro, comprar uns lápis e retomar a atividade. Vai ser uma boa chance de conversar, rir e contar piadas. O que me leva ao próximo item da lista...

2) Contar piadas e “causos”: é sempre bom treinar a conversação e a narrativa oral (que parece estar morrendo com o advento das novas mídias). Minha família sempre foi celeiro de causos: meu pai, meu avô e meu marido são grandes contadores de história. Isso não pode morrer... Mas... de repente... para dar um ar de novidade à arte milenar de contação de histórias, vou filmar e pedir à galerinha que edite um vídeo bem legal!!!

3) Cozinhar junto: a arte de picar, descascar, temperar é maravilhosa. Temos que perpetuar isso. Afinal, quando eu envelhecer, quero que me levem comidinhas caseiras bem gostosas, que me façam lembrar minha infância; é o famoso conceito de memória gustativa...Coisa chique!! Nada de lasanha da Sadia!! Uma vez por semana, então, quero poder compartilhar receitas de família com eles!!!

4) Jogar um jogo: sei lá, um quebra-cabeças, um ludo, uno, até dominó tá valendo para manter a turminha juntinha.

5) Treinar habilidades manuais: encapar um livro, embrulhar um caderno, customizar uma agenda, uma blusa, pintar uma tela, costurar uma almofada, criar uma fantasia e depois até inventar uma festa temática...

6) Fazer alguma atividade outdoor: andar de bicicleta, caminhar, jogar queimado, brincar de pique-esconde, polícia e ladrão, ir à piscina ou praia, fazer um convescote – ou piquenique!!

7) Descansar!! Porque se até Deus descansou no sétimo dia, eu acho que também posso!!

Nossa!! Quanto coisa se pode fazer, hein...Até eu fiquei surpresa e pensando o quanto tudo isso nos faz sentir vivos!!

Há tanta vida lá fora!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Prefiro brinquedos espalhados!


“Um astronauta embarca em sua nave para mais uma grande aventura. Aterrissa em um planeta de outra galáxia onde conhece uma alienígena bebê. Ela o convida para uma festa de aniversário com muitos convidados. A festa acontece em um acampamento onde está muito frio, por isso precisam de cobertores por todos os lados. Após se acomodarem, o bolo é servido com um suquinho delicoso! Mas, de repente, no meio da comemoração, todos são surpreendidos por um tufão e precisam escapar às pressas! O astronauta e a alienígena entram rápido na nave e partem para outra galáxia!”



Olá mamães,



Essa história acima aconteceu mesmo! Eu vi! Até fotografei a nave e seus tripulantes, querem ver?

 Fantástica a imaginação das crianças! Fico maravilhada escutando as vozinhas dos dois criando a aventura que estão vivendo, bem ali na nossa casa. E é interessante como a história vai crescendo e eles vão acrescentando outros personagens e mudando de ambiente também, numa hora estão em uma galáxia distante, logo depois foram parar no esgoto (eca!)!!! Outro dia começaram brincando de restaurante e, de uma hora pra outra, estavam apresentando um show de mágica!


Mas, olhando apenas com nossos olhos de adultos só vemos cobertores, bonecos e bichinhos de pelúcia espalhados! Através das nossas lentes, a nave volta a ser caixa de papelão... e a galáxia distante, apenas a sala e varanda completamente bagunçadas – talvez o tufão tenha sido real !!!


A história mora na imaginação tão fértil deles, mas a bagunça.... minha amiga, essa é a mais pura realidade!


Realidade de toda casa com criança! Brinquedos pra todos os lados!  Todos os lados de todos os cômodos! 


Já abri a geladeira e encontrei o Max Steel e a Polly lá dentro. "Eles não vão sentir frio?" Perguntei pras pessoinhas. "Sim! Mas tudo bem, eles viajaram pro Pólo Norte". Sabia que tinha explicação!


E o desafio de tomar banho em um box cheio de blocos de montar, panelinhas, baldes e uma infinidade de bonecas e bonecos!


Sem contar a surpresa que temos quando tarde da noite  descobrimos que já tem alguém dormindo na nossa cama?! Na verdade “alguéns”! Ursinhos e bonecas todos arrumadinhos nos nossos travesseiros!


Lá em casa, como o quarto deles não é muito grande, muitos brinquedos resolveram fixar residência em outros cômodos da casa, especialmente na sala e na varanda! Tanto que, há pouco tempo, criei oficialmente um cantinho dos brinquedos na sala.


Na verdade, nunca limitei as brincadeiras ao quartinho deles. E não só pela falta de espaço, mas também porque a casa toda é deles também e acho importantíssimo que tenham liberdade criativa pra brincarem pra lá e pra cá.


Gosto que se sintam livres inclusive para brincar com outros objetos como potes de plástico, panelas, bacias, baldes, almofadas, caixas de papelão...


Brincando as crianças inventam, criam, formam conceitos. Tornam-se mais criativas e inventivas! Ultimamente têm sido publicados muitos estudos comprovando o quanto o livre brincar é importante, dentre outros motivos, para estimular a inteligência.


Posso até imaginar vocês me perguntando:


"Ah! Mas a sua casa não fica muito, muito bagunçada?"

R. Sim fica, bastante!


"E você não se estressa nem um pouquinho?"

R. Sim. Lá pelo fim de um dia inteiro de aventuras e invenções a casa está tão, mas tão bagunçada que não tem onde pisar! E nesse nível eu me estresso sim, especialmente quando já está na hora de dormir e eles fingem não me ouvir falando pra arrumar, ou para tirar do caminho pelo menos. Mas tento me controlar, sabem por que?


A única alternativa que encontro pra uma casa com crianças permanecer arrumadinha não me agrada nem um pouco! É deixá-los hipnotizados em frente a TV ou outra tela.


Eles assistem, sim, seus desenhos preferidos. Algumas vezes vemos filmes em família. Mas creio que, em média, não passam mais de duas horas por dia. Alguns dias até conseguimos a façanha de não ligar tela alguma o dia todo!


Claro que às vezes eles reclamam quando fico regulando o tempo de TV. Mas falo pra eles que a TV suga nossa imaginação!!! Rsrsrsrs E não é por aí mesmo?!


Todo aquele conteúdo já prontinho bem diante dos nossos olhos... Não precisamos criar, inventar nem pensar muito! O cérebro vai ficando cada dia mais preguiçoso!! Vai se tornando mais difícil pensar fora da caixa. Pensar por conta própria, arrumar soluções diferentes.


Reconheço que é muito mais trabalhoso manter as geringonças desligadas, e existem momentos em que realmente precisamos recorrer a elas para podermos nos concentrar em alguma atividade sabendo que as crianças ficarão quietinhas.


Mas, com o tempo, a gente percebe que manter essa filosofia de vida, de evitar excesso de telas, não contribui apenas para melhorar a criatividade das crianças. Nós também nos tornamos mais criativas para conseguir apresentar alternativas interessantes para os pequenos. Assim, surgem ideias como massinha, pintura, colagens... Além de separarmos um tempo para brincar com os bonecos e jogos que eles têm.


E aí, quando a imaginação engrena, é brinquedo pra todo lado! A baguncinha boa vai tomando conta da casa e podemos ouvir as vozinhas lindas dos nossos filhos narrando as mais incríveis aventuras que estão vivendo bem ali no meio da nossa sala!


Ah! Com toda certeza, prefiro brinquedos espalhados a crianças hipnotizadas!


Que o Senhor nos dê sabedoria e renove a nossa mente, para que possamos escolher sempre o que é melhor para nossa família, ainda que seja uma baguncinha de brinquedos de vez em quando, ao invés do padrão desse mundo sobrecarregado de cliques e telas! 


Um beijinho,

Da mamãe do Gabriel e da Alice



"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Romanos 12:2






terça-feira, 26 de julho de 2016

Filhos na presença do Senhor - por Solange Gasparin Pimentel

Olá mamães,

Tenho a alegria de compartilhar com vocês um artigo M A R A V I L H O S O !!!

Foi escrito por uma mulher segundo o coração de Deus, que há 24 anos é casada com meu tio Eduardo. 

A Solange é uma serva do Senhor e uma mãe exemplar para os meus primos Cadu e Aline. 

Tenho certeza que a leitura vai abençoar a vida de vocês, porque abençoou muito a minha!

um beijinho,
da mamãe do Gabriel e da Alice 

FILHOS NA PRESENÇA DO SENHOR


Talvez, ao abrir este artigo, você espere encontrar o título de um livro com várias dicas sobre criação de filhos.  Um livro que você pudesse comprar e ter nele, um manual prático de como criar seus filhos. 

A boa noticia é que esse livro existe! Um manual completo e complexo, porém, não fácil, pois, pra começar, ele nos ensina que precisamos mais do que criar filhos, precisamos ministrar os princípios fundamentais da Palavra do Senhor.  

Neste livro, encontramos que um lar precisa ser edificado pelo Senhor, que nos dá as ferramentas exatas para que não seja em vão o nosso trabalho. É claro que você já sabe que estamos falando das Sagradas Escrituras.  Infelizmente, tão “fora de moda” quando buscamos um manual de conduta.

A Bíblia tem instruções de como devemos nos preparar para todas as fases da nossa vida, seja ela qual for, juventude, namoro, noivado, casamento, filhos, netos... Porém, precisamos tê-la em nossas mãos diariamente, inculcando-a, primeiramente, em nossa mente e coração, conforme Deuteronômio 6:1-6 instrui.  Assim fazendo, estaremos prontos para COMEÇAR a cumprir o que Deuteronômio 6:7 instrui com relação à ministração sobre a vida dos nossos filhos.  

Para tanto, será necessário muito empenho, dedicação, esforço, abnegação e etc para exibir, diariamente, aos nossos filhos os fundamentos da fé por meio de uma vida cristã genuína e piedosa.

Sou casada há 24 anos com Eduardo e mãe de dois lindos filhos, Cadu com 19 anos e Aline com 16. Olhando pra nossa vida após a maternidade/paternidade destaco, “mais ou menos”, o que aprendi ao longo dessa jornada:

  • Precisamos honrar as alianças  do   casamento,  oferecendo  aos   nossos   filhos um ambiente saudável para seu crescimento, desenvolvimento e   amadurecimento (Efésios 5:22 a 33).
  • Costumo falar que apresentar nossos filhos a Deus é uma “tarefa fácil” quando comparada com o inverso, onde apresentamos Deus aos nossos filhos e, isso, diariamente (Provérbios 22:6). 
  • Precisamos reconhecer que, em nós mesmos, não há capacidade alguma para ensinar e instruir nossos filhos.  Precisamos depender, única e exclusivamente, de Deus para desempenhar nossos papéis de pai e mãe e, como seus mordomos, vamos auxiliá-lo nessa edificação ( Salmo 127:1 ).  Pois, sem Ele, todo esforço é inútil! 
  • Nossos filhos precisam de Deus, de treinamento e investimento. Achar que o fato deles irem/estarem na igreja os protegerá do mal é um engano. A igreja deve ser a extensão do nosso lar que irá acrescentar, irá fazer parte desse processo, cumprindo o seu papel.  Porém, todo o processo que se refere à criação é de nossa inteira responsabilidade, aliás, uma responsabilidade sagrada. Não podemos delegar isso a ninguém e nem a nenhuma instituição.
  • Salmos127:2 – Inútil nos será todo esse trabalho se não tivermos a benção do Senhor sendo derramada em nossa vida... "Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor" (Salmos 128:4).
  • Salmos127:3 "...os filhos são herança do Senhor".  Costumamos “ostentá-los” para o mundo, como se eles fossem joias preciosas por serem herança. Nossos filhos são herança sim e, também pecadores, e como todos, carecem da glória de Deus. E, herança é algo pelo qual não trabalhamos para receber.  Recebemos de Deus e não devemos  criá-los pra serem bem-sucedidos e, sim para serem cidadãos do Reino de Deus.
  • Salmos127:4 – ”Os nossos filhos são como flechas nas mãos do guerreiro...”.  Uma flecha não voa sozinha.  É necessário alguém para dar a direção, para mostrar o alvo e os objetivos a serem alcançados.  Então, como bons guerreiros, devemos lançar nossos filhos abastecidos dos ensinamentos da palavra de Deus contra os alvos do inimigo.
  • A paternidade/maternidade abrange o processo de “fazer discípulos” dos próprios filhos. A estrada é longa e cada vez mais difícil devido a crise moral e familiar em todos os níveis da sociedade, inclusive na igreja do nosso Senhor.  Infelizmente, o PRÁTICO tem sido o guia de conduta com nossa família.  Temos fundamentado a “nossa fé” na CULTURA e não na SAGRADA ESCRITURA.

Cheguei, então, a conclusão de que não existe um livro de técnica. Não que não possamos contar com bons livros que  nos auxiliem nesse processo. Porém, nosso livro de regra e conduta deve sempre ser, em primeiro lugar, a Bíblia Sagrada e seus ensinamentos.  

Se quisermos filhos criados na presença do Senhor precisamos, URGENTEMENTE, entender que quanto mais profundas forem as nossas raízes no Evangelho de Cristo, mais estável será nossa árvore genealógica.

Até o dia de hoje, Deus tem nos concedido a graça de vermos nossos filhos em Sua presença.  Nossa constante oração é que nossos filhos se apresentem, sempre, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12:1), que eles não se conformem com este século (Romanos 12:2) e, que, possamos vê-los ministrando a  seus filhos os poderosos feitos do Senhor (Salmos 145:4). 

Confesso que não foi fácil chegar até aqui e sei que ainda há uma longa estrada a ser percorrida, pois eles apenas estão começando a juventude de suas vidas. Saber que eu e meu marido temos lutado, em Deus, para manter a chama do evangelho acesa em nossa família, tem nos trazido paz.

Deus nos abençoe.