quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Há vida fora da tela - por Gisele Manhães


Olá mamães,

Minha querida amiga e irmã em Cristo, Gisele Manhães, já compartilhou conosco como ela criou as Quintas em família para aproveitar melhor o tempo com seus filhos, já maiorzinhos. 

E hoje, ela nos prestigia com um texto maravilhoso! Uma reflexão superatual e com ideias bem práticas para ajudarmos nossos filhos a deixarem as telas um pouco de lado. São dicas preciosas, especialmente para quem tem filhos que já não são mais crianças que espalham brinquedos pela casa toda - o que, como falei no meu último texto, é a minha solução para desplugar a galerinha lá de casa.

Que o Senhor nos ajude e também aos nossos filhos a aproveitarmos ao máximo a vida que Ele nos deu!!

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.
Efésios 5:15 e 16

Um beijinho,

Da mamãe do Gabriel e da Alice


E agora com vocês: A mamãe do Ricardo e da Anna.


Há vida fora da tela

Minha filha apareceu em casa com uma nota horrível em ciências e, para ajudá-la a se recuperar e, ao mesmo tempo, mostrar para ela que tudo tem consequências, decidi, entre outra coisas, tirar-lhe o celular.


Ela é uma ótima menina e não se sentiu injustiçada nem coisa do tipo. Compreendeu que era para o seu bem. Ficou tranquila por um tempo. Mas, teve um dia em que ela não se aguentou, disse não haver mais graça em sua vida. “Minha vida acabou!!”, declarou ela do alto de seus treze anos.

Contrargumentei que a vida não se resumia a selfies e redes sociais, e que sua declaração só confirmava o papel central que o celular tinha assumido em sua rotina, e que “isso não pode ser, né, filha...”

Então ela me desafiou, mesmo sem ter tido a intenção... Ela me perguntou o que lhe restava para fazer da vida além de estudar e ver TV...

Fiquei pensando, pensando, pensando... E foi difícil responder... E olha que eu me considero uma pessoa criativa... Realmente, nesses tempos de hoje nossa vida tem se reduzido a uma rotina de estudo, trabalho, celular e televisão ou computador. Não conseguimos vislumbrar nada muito além disso. Parece que nossa existência se resume a isso. As crianças e adolescentes já não brincam mais de correr, de pique, de bandeirinha. Descem para o play para tirar selfies e postarem coisas nas redes sociais...

Acontece que não temos passado a nossos filhos certos conhecimentos. Conhecimentos que hoje em dia já não se consideram importantes. Na verdade, alguns deles são até vistos como irrelevantes ou inferiores.

Dei-me conta, por exemplo, de que meus filhos não sabem fazer algo tão simples como embrulhar um presente... “Ah! Mas isso não é necessário, há pessoas em lojas que fazem isso. Não temos mais tempo para isso.” Claro!! Vivemos noite e dia em prol do trabalho formal. Já não vemos graça nem necessidade nas pequenas coisas do dia a dia...

Sabe o que estamos fazendo? Estamos terceirizando tudo!! Nossos filhos não levarão adiante o legado de nossas famílias, acumulado em décadas de conhecimento passado por tradição, isto é, conhecimento que não se ensina em escolas nem se aprende formalmente. Coisas que aprendemos com nossas mães, pais e avós. Receitas de família, bordados, o jeito de fazer as coisas, o pulo do gato. Como se descasca um legume, como se limpa um banheiro, como se estende uma roupa no varal, como se troca uma lâmpada, como se fura uma parede ou se troca um pneu, como se passa uma roupa, como se tempera um feijão, como se faz uma bainha...São coisas tidas como ultrapassadas, as quais nossos serviçais devem fazer por nós.

É! Mas se – Deus o livre – um dia, nossos filhos precisarem pregar um botão? Ou fritar um ovo? E se – bate na madeira e dá três pulinhos – um dia nossos filhos não forem bem-sucedidos profissionais liberais cercados de lacaios por toda parte? O que será de suas vidas? E se – vai que – esses pequenos e inúteis conhecimentos foram capazes de lhes trazer um imenso prazer e senso de capacidade e realização?

Irônico pensar que, nesse momento em que se cunha o verbo empoderar, estejamos, na verdade, desempoderando nossos filhos. Eles falam Inglês, Espanhol e Mandarim, mas não sabem lavar um tênis... Eles fazem cálculos e resenhas, mas não conseguem fazer sua própria cama.

Queremos tanto que sejam independentes, no entanto, ao negligenciarmos a transmissão de certos conhecimentos – aos quais, quero destacar, eles têm direito – relegamo-los a eterna dependência do outro. E, como bônus, contribuímos com a ideia de que sejam conhecimentos menores, para seres “inferiores” os realizarem.

Não!! Não quero isso para meus filhos... Não quero que seu mundo gire em torno de uma tela!!

Quero que levem adiante aquela carne assada maravilhosa com as batatas coradas que minha mãe fazia e me ensinou. Embora ela mesma não esteja mais aqui, sua carne continua fazendo o maior sucesso!!

Estou listando coisas (pois adoro uma lista) que gostaria de fazer com meus filhos para lhes mostrar que a vida vai além de um retângulo reluzente com falsas pretensões sociais. Pensei em algumas:

1) Pintar junto: engraçado como aqueles livrinhos de pintura ficaram na moda. Já saíram, porém. Tudo hoje é muito fugidio e entra e sai da moda na velocidade de um clique... Não tô nem aí...vou ressuscitar o livro, comprar uns lápis e retomar a atividade. Vai ser uma boa chance de conversar, rir e contar piadas. O que me leva ao próximo item da lista...

2) Contar piadas e “causos”: é sempre bom treinar a conversação e a narrativa oral (que parece estar morrendo com o advento das novas mídias). Minha família sempre foi celeiro de causos: meu pai, meu avô e meu marido são grandes contadores de história. Isso não pode morrer... Mas... de repente... para dar um ar de novidade à arte milenar de contação de histórias, vou filmar e pedir à galerinha que edite um vídeo bem legal!!!

3) Cozinhar junto: a arte de picar, descascar, temperar é maravilhosa. Temos que perpetuar isso. Afinal, quando eu envelhecer, quero que me levem comidinhas caseiras bem gostosas, que me façam lembrar minha infância; é o famoso conceito de memória gustativa...Coisa chique!! Nada de lasanha da Sadia!! Uma vez por semana, então, quero poder compartilhar receitas de família com eles!!!

4) Jogar um jogo: sei lá, um quebra-cabeças, um ludo, uno, até dominó tá valendo para manter a turminha juntinha.

5) Treinar habilidades manuais: encapar um livro, embrulhar um caderno, customizar uma agenda, uma blusa, pintar uma tela, costurar uma almofada, criar uma fantasia e depois até inventar uma festa temática...

6) Fazer alguma atividade outdoor: andar de bicicleta, caminhar, jogar queimado, brincar de pique-esconde, polícia e ladrão, ir à piscina ou praia, fazer um convescote – ou piquenique!!

7) Descansar!! Porque se até Deus descansou no sétimo dia, eu acho que também posso!!

Nossa!! Quanto coisa se pode fazer, hein...Até eu fiquei surpresa e pensando o quanto tudo isso nos faz sentir vivos!!

Há tanta vida lá fora!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Prefiro brinquedos espalhados!


“Um astronauta embarca em sua nave para mais uma grande aventura. Aterrissa em um planeta de outra galáxia onde conhece uma alienígena bebê. Ela o convida para uma festa de aniversário com muitos convidados. A festa acontece em um acampamento onde está muito frio, por isso precisam de cobertores por todos os lados. Após se acomodarem, o bolo é servido com um suquinho delicoso! Mas, de repente, no meio da comemoração, todos são surpreendidos por um tufão e precisam escapar às pressas! O astronauta e a alienígena entram rápido na nave e partem para outra galáxia!”



Olá mamães,



Essa história acima aconteceu mesmo! Eu vi! Até fotografei a nave e seus tripulantes, querem ver?

 Fantástica a imaginação das crianças! Fico maravilhada escutando as vozinhas dos dois criando a aventura que estão vivendo, bem ali na nossa casa. E é interessante como a história vai crescendo e eles vão acrescentando outros personagens e mudando de ambiente também, numa hora estão em uma galáxia distante, logo depois foram parar no esgoto (eca!)!!! Outro dia começaram brincando de restaurante e, de uma hora pra outra, estavam apresentando um show de mágica!


Mas, olhando apenas com nossos olhos de adultos só vemos cobertores, bonecos e bichinhos de pelúcia espalhados! Através das nossas lentes, a nave volta a ser caixa de papelão... e a galáxia distante, apenas a sala e varanda completamente bagunçadas – talvez o tufão tenha sido real !!!


A história mora na imaginação tão fértil deles, mas a bagunça.... minha amiga, essa é a mais pura realidade!


Realidade de toda casa com criança! Brinquedos pra todos os lados!  Todos os lados de todos os cômodos! 


Já abri a geladeira e encontrei o Max Steel e a Polly lá dentro. "Eles não vão sentir frio?" Perguntei pras pessoinhas. "Sim! Mas tudo bem, eles viajaram pro Pólo Norte". Sabia que tinha explicação!


E o desafio de tomar banho em um box cheio de blocos de montar, panelinhas, baldes e uma infinidade de bonecas e bonecos!


Sem contar a surpresa que temos quando tarde da noite  descobrimos que já tem alguém dormindo na nossa cama?! Na verdade “alguéns”! Ursinhos e bonecas todos arrumadinhos nos nossos travesseiros!


Lá em casa, como o quarto deles não é muito grande, muitos brinquedos resolveram fixar residência em outros cômodos da casa, especialmente na sala e na varanda! Tanto que, há pouco tempo, criei oficialmente um cantinho dos brinquedos na sala.


Na verdade, nunca limitei as brincadeiras ao quartinho deles. E não só pela falta de espaço, mas também porque a casa toda é deles também e acho importantíssimo que tenham liberdade criativa pra brincarem pra lá e pra cá.


Gosto que se sintam livres inclusive para brincar com outros objetos como potes de plástico, panelas, bacias, baldes, almofadas, caixas de papelão...


Brincando as crianças inventam, criam, formam conceitos. Tornam-se mais criativas e inventivas! Ultimamente têm sido publicados muitos estudos comprovando o quanto o livre brincar é importante, dentre outros motivos, para estimular a inteligência.


Posso até imaginar vocês me perguntando:


"Ah! Mas a sua casa não fica muito, muito bagunçada?"

R. Sim fica, bastante!


"E você não se estressa nem um pouquinho?"

R. Sim. Lá pelo fim de um dia inteiro de aventuras e invenções a casa está tão, mas tão bagunçada que não tem onde pisar! E nesse nível eu me estresso sim, especialmente quando já está na hora de dormir e eles fingem não me ouvir falando pra arrumar, ou para tirar do caminho pelo menos. Mas tento me controlar, sabem por que?


A única alternativa que encontro pra uma casa com crianças permanecer arrumadinha não me agrada nem um pouco! É deixá-los hipnotizados em frente a TV ou outra tela.


Eles assistem, sim, seus desenhos preferidos. Algumas vezes vemos filmes em família. Mas creio que, em média, não passam mais de duas horas por dia. Alguns dias até conseguimos a façanha de não ligar tela alguma o dia todo!


Claro que às vezes eles reclamam quando fico regulando o tempo de TV. Mas falo pra eles que a TV suga nossa imaginação!!! Rsrsrsrs E não é por aí mesmo?!


Todo aquele conteúdo já prontinho bem diante dos nossos olhos... Não precisamos criar, inventar nem pensar muito! O cérebro vai ficando cada dia mais preguiçoso!! Vai se tornando mais difícil pensar fora da caixa. Pensar por conta própria, arrumar soluções diferentes.


Reconheço que é muito mais trabalhoso manter as geringonças desligadas, e existem momentos em que realmente precisamos recorrer a elas para podermos nos concentrar em alguma atividade sabendo que as crianças ficarão quietinhas.


Mas, com o tempo, a gente percebe que manter essa filosofia de vida, de evitar excesso de telas, não contribui apenas para melhorar a criatividade das crianças. Nós também nos tornamos mais criativas para conseguir apresentar alternativas interessantes para os pequenos. Assim, surgem ideias como massinha, pintura, colagens... Além de separarmos um tempo para brincar com os bonecos e jogos que eles têm.


E aí, quando a imaginação engrena, é brinquedo pra todo lado! A baguncinha boa vai tomando conta da casa e podemos ouvir as vozinhas lindas dos nossos filhos narrando as mais incríveis aventuras que estão vivendo bem ali no meio da nossa sala!


Ah! Com toda certeza, prefiro brinquedos espalhados a crianças hipnotizadas!


Que o Senhor nos dê sabedoria e renove a nossa mente, para que possamos escolher sempre o que é melhor para nossa família, ainda que seja uma baguncinha de brinquedos de vez em quando, ao invés do padrão desse mundo sobrecarregado de cliques e telas! 


Um beijinho,

Da mamãe do Gabriel e da Alice



"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Romanos 12:2






terça-feira, 26 de julho de 2016

Filhos na presença do Senhor - por Solange Gasparin Pimentel

Olá mamães,

Tenho a alegria de compartilhar com vocês um artigo M A R A V I L H O S O !!!

Foi escrito por uma mulher segundo o coração de Deus, que há 24 anos é casada com meu tio Eduardo. 

A Solange é uma serva do Senhor e uma mãe exemplar para os meus primos Cadu e Aline. 

Tenho certeza que a leitura vai abençoar a vida de vocês, porque abençoou muito a minha!

um beijinho,
da mamãe do Gabriel e da Alice 

FILHOS NA PRESENÇA DO SENHOR


Talvez, ao abrir este artigo, você espere encontrar o título de um livro com várias dicas sobre criação de filhos.  Um livro que você pudesse comprar e ter nele, um manual prático de como criar seus filhos. 

A boa noticia é que esse livro existe! Um manual completo e complexo, porém, não fácil, pois, pra começar, ele nos ensina que precisamos mais do que criar filhos, precisamos ministrar os princípios fundamentais da Palavra do Senhor.  

Neste livro, encontramos que um lar precisa ser edificado pelo Senhor, que nos dá as ferramentas exatas para que não seja em vão o nosso trabalho. É claro que você já sabe que estamos falando das Sagradas Escrituras.  Infelizmente, tão “fora de moda” quando buscamos um manual de conduta.

A Bíblia tem instruções de como devemos nos preparar para todas as fases da nossa vida, seja ela qual for, juventude, namoro, noivado, casamento, filhos, netos... Porém, precisamos tê-la em nossas mãos diariamente, inculcando-a, primeiramente, em nossa mente e coração, conforme Deuteronômio 6:1-6 instrui.  Assim fazendo, estaremos prontos para COMEÇAR a cumprir o que Deuteronômio 6:7 instrui com relação à ministração sobre a vida dos nossos filhos.  

Para tanto, será necessário muito empenho, dedicação, esforço, abnegação e etc para exibir, diariamente, aos nossos filhos os fundamentos da fé por meio de uma vida cristã genuína e piedosa.

Sou casada há 24 anos com Eduardo e mãe de dois lindos filhos, Cadu com 19 anos e Aline com 16. Olhando pra nossa vida após a maternidade/paternidade destaco, “mais ou menos”, o que aprendi ao longo dessa jornada:

  • Precisamos honrar as alianças  do   casamento,  oferecendo  aos   nossos   filhos um ambiente saudável para seu crescimento, desenvolvimento e   amadurecimento (Efésios 5:22 a 33).
  • Costumo falar que apresentar nossos filhos a Deus é uma “tarefa fácil” quando comparada com o inverso, onde apresentamos Deus aos nossos filhos e, isso, diariamente (Provérbios 22:6). 
  • Precisamos reconhecer que, em nós mesmos, não há capacidade alguma para ensinar e instruir nossos filhos.  Precisamos depender, única e exclusivamente, de Deus para desempenhar nossos papéis de pai e mãe e, como seus mordomos, vamos auxiliá-lo nessa edificação ( Salmo 127:1 ).  Pois, sem Ele, todo esforço é inútil! 
  • Nossos filhos precisam de Deus, de treinamento e investimento. Achar que o fato deles irem/estarem na igreja os protegerá do mal é um engano. A igreja deve ser a extensão do nosso lar que irá acrescentar, irá fazer parte desse processo, cumprindo o seu papel.  Porém, todo o processo que se refere à criação é de nossa inteira responsabilidade, aliás, uma responsabilidade sagrada. Não podemos delegar isso a ninguém e nem a nenhuma instituição.
  • Salmos127:2 – Inútil nos será todo esse trabalho se não tivermos a benção do Senhor sendo derramada em nossa vida... "Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor" (Salmos 128:4).
  • Salmos127:3 "...os filhos são herança do Senhor".  Costumamos “ostentá-los” para o mundo, como se eles fossem joias preciosas por serem herança. Nossos filhos são herança sim e, também pecadores, e como todos, carecem da glória de Deus. E, herança é algo pelo qual não trabalhamos para receber.  Recebemos de Deus e não devemos  criá-los pra serem bem-sucedidos e, sim para serem cidadãos do Reino de Deus.
  • Salmos127:4 – ”Os nossos filhos são como flechas nas mãos do guerreiro...”.  Uma flecha não voa sozinha.  É necessário alguém para dar a direção, para mostrar o alvo e os objetivos a serem alcançados.  Então, como bons guerreiros, devemos lançar nossos filhos abastecidos dos ensinamentos da palavra de Deus contra os alvos do inimigo.
  • A paternidade/maternidade abrange o processo de “fazer discípulos” dos próprios filhos. A estrada é longa e cada vez mais difícil devido a crise moral e familiar em todos os níveis da sociedade, inclusive na igreja do nosso Senhor.  Infelizmente, o PRÁTICO tem sido o guia de conduta com nossa família.  Temos fundamentado a “nossa fé” na CULTURA e não na SAGRADA ESCRITURA.

Cheguei, então, a conclusão de que não existe um livro de técnica. Não que não possamos contar com bons livros que  nos auxiliem nesse processo. Porém, nosso livro de regra e conduta deve sempre ser, em primeiro lugar, a Bíblia Sagrada e seus ensinamentos.  

Se quisermos filhos criados na presença do Senhor precisamos, URGENTEMENTE, entender que quanto mais profundas forem as nossas raízes no Evangelho de Cristo, mais estável será nossa árvore genealógica.

Até o dia de hoje, Deus tem nos concedido a graça de vermos nossos filhos em Sua presença.  Nossa constante oração é que nossos filhos se apresentem, sempre, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12:1), que eles não se conformem com este século (Romanos 12:2) e, que, possamos vê-los ministrando a  seus filhos os poderosos feitos do Senhor (Salmos 145:4). 

Confesso que não foi fácil chegar até aqui e sei que ainda há uma longa estrada a ser percorrida, pois eles apenas estão começando a juventude de suas vidas. Saber que eu e meu marido temos lutado, em Deus, para manter a chama do evangelho acesa em nossa família, tem nos trazido paz.

Deus nos abençoe.

sábado, 18 de junho de 2016

10 Maneiras de Acabar com a Curiosidade das Crianças

Olá mamães,

Se tem uma coisa que admiro muito nas crianças é sua curiosidade!

Tudo as encanta, as impressiona, as fascina! O mundo ao seu redor é repleto de coisas para serem descobertas e decifradas!
"Morder ou não morder? Eis a questão"


E então lá vêm as perguntas! Muitas perguntas! Milhões de perguntas! Perguntas aos borbotões!

Esses interrogatórios podem nos levar à exaustão!

Pensando nisso preparei a lista abaixo, contando com a participação especial da Dona Ironia e do Sr. Sarcasmo!

10 Maneiras de Acabar com a Curiosidade das Crianças

1 – Muita TV –  Não apenas a própria, mas toda a turma de telas: computador, tablet, celular, vídeo game... Essa galerinha tem o poder de hipnotizar a criançada. Assim, quanto mais ficarem com os olhos fixos nas geringonças tecnológicas, menos perguntas nos farão!

2 – Respostas curtas – Outra forma bastante eficiente, mas que requer persistência! Quando começar o perguntório responda o mais monossilabicamente possível. Nada de explicações interessantes e ricas em detalhes. “Sim”, “Não”, “É”, “Não é”, e pronto! Encerre o assunto. Com o tempo você vai perceber que os pequenos vão perguntar cada vez menos!

3 – Não converse - Essa dica é um aprimoramento do item acima. Evite bater papo com as crianças. Fale com elas o mínimo necessário. Para que puxar assunto e contar as novidades que você viu por aí? Para que querer saber se eles viveram alguma experiência nova na escola? 

4 – Nada de brincar com coisas diferentes - Elas devem brincar apenas com brinquedos! E quanto mais tecnológicos e cheios de botões que emitem sons estridentes melhor! Alguns desses brinquedos tem o mesmo poder hipnótico das telas já perceberam?! Então invista neles! Nada de deixar os pequenos à vontade para brincar com coisas inusitadas como bacias, panelas, caixas de papelão... Dar muita margem para a imaginação acaba favorecendo a curiosidade também. Cuidado! 

5 –  Evite contato com a natureza - As plantas, os animais, as pedras, o céu, o mar... enfim, toda a criação exerce um fascínio enorme sobre as crianças. Conforme nos tornamos adultos já não nos deixamos mais deslumbrar por essas coisas, não é?! Então a dica aqui é manter a criançada longe do contato com a natureza em geral. Nada de ver pôr-do-sol, nem de passeios em parques ou fazendas. Esses lugares são cheios de possibilidades para os pequenos indagarem à beça! Fuja deles!

6 – Diga muitos nãos por pura preguiça - Ainda que não seja algo perigoso nem errado, por que perder seu tempo indo atrás das ideias das crianças? E criança tem cada ideia! Mesmo que bata aquela vontade enorme de ir na onda deles e ver no que dá, seja firme e diga: Não! Assim: "Vamos fazer um caminho diferente?" "NÃO!" "Vamos seguir essa trilha de formigas?" "NÃO!" "Posso pegar algumas dessas folhas do chão?" "NÃO!" Restrinja as possibilidades de novidades! 

7 –  Menos livros - Livros são pratos cheios para os olhinhos curiosos! Figuras novas, informações novas e principalmente palavras novas! O que esse tanto de descobertas gera? Perguntas e mais perguntas. Quanto menos livros melhor!

8 – Nada de inovações - Por que a criança vai inventar de fazer algo de um jeito diferente se pode fazer sempre igual? Vai acabar descobrindo várias coisas novas! E surgirão questões como: “Porque fazemos assim e não assado?”, “Será que desse outro jeito dá certo?”, "O que acontece se eu misturar isso com aquilo?"  Não permita isso!

9 – Banalize - Se, por algum motivo, você descuidar e seu filho acabar encontrando algo super interessante pra te bombardear de perguntas e observações, não se apavore, diga apenas: "Mas é só ...., deixe isso pra lá". Complete a frase com a descoberta em questão: uma folha, uma borboleta, uma pedra, uma palavra à toa. Fazendo isso algumas vezes você vai notar que o desinteresse de seu filho irá aumentar consideravelmente.

10 –  Dê o exemplo - Exemplo é tudo na vida não é! Então, se deseja acabar com a curiosidade das crianças que te cercam, esteja atenta ao seu comportamento! Nada de ficar observando o mundo ao seu redor, muito menos pesquisando ou lendo sobre assuntos interessantes e ideias novas. Satisfaça-se com o mínimo de informações possíveis. 



Que o Senhor nos dê sabedoria e paciência para fazermos exatamente o contrário dos itens acima! Que os nossos pequenos contem sempre conosco para descobrir, pesquisar, conversar e responder muitas e muitas perguntas!


Um beijinho,
Da mamãe do Gabriel e da Alice

sábado, 7 de maio de 2016

Maternidade Divertida

Olá mamães,

Vocês já tentaram definir o que é maternidade?

Já li várias frases e pequenos textos onde eram descritas a profundidade e a importância do amor materno. Outros são mais “pé no chão” e falam da enorme responsabilidade e do desgaste físico, mental e emocional que envolvem a criação dos filhos.

Fato é que ser mãe realmente é algo tão sublime, tão fantástico, tão importante, que é difícil definir em palavras. Mas seguimos tentando! Especialmente nessa época do ano!

Então queria compartilhar com vocês uma palavra só, que, para mim, encaixa-se perfeitamente na definição do meu ideal de maternidade.

Acho a maternidade extremamente DIVERTIDA!

Podemos voltar a ser criança, brincar de massinha, colorir desenhos, trocar roupinhas de boneca, assistir filminhos e desenhos animados e ler livrinhos super coloridos e fofos.

Mas já falei sobre essa oportunidade de voltar à infância nessa postagem aqui.

Hoje o que quero dizer é que a maternidade em si pode e deve ser divertida!

Ontem mesmo comprovei isso na hora do jantar. Meus filhinhos são bem chatinhos enrolam muito para comer! E, geralmente, eu fico naquela ladainha: “Come, come logo, senta direito, vamos, para de falar um pouco e come”. É tão repetitivo que eles nem registram mais! Mas ontem eu lembrei de uma brincadeira que inventei quando o Gabriel tinha uns dois anos e meio. Nós enchíamos nossas colheres, contávamos juntos até três e comíamos ao mesmo tempo. Parece sem-graça né! Mas aí vinha o desafio, contávamos em idiomas diferentes: inglês, francês, espanhol. E depois contávamos fazendo os sons dos animais assim: miau, miau miau, miau miau miau e comíamos. Sempre funcionou! E, a cada colherada, um animal diferente, até alguns que precisávamos usar bastante a imaginação para fazer os sons: esquilos, coelhos, morcegos. Nem preciso dizer que a hora do jantar ficou mega divertida e, o melhor, eles comeram beeeem mais rápido!

Fazer as coisas de forma divertida, além de funcionar muito bem, torna aquele momento cotidiano e repetitivo em uma oportunidade para muitas risadas!

Assim também criamos ótimas memórias para nossos pequenos. Imaginem quando eles estiverem adultos, do que você gostaria que eles se lembrassem: dos seus gritos ou das risadas que davam juntos?

O dia-a-dia das mães é muito corrido. Tanto para aquelas que cumprem dupla jornada, trabalhando fora, quanto para as que ficam em casa, na tarefa sem fim e sem reconhecimento de manter um lar organizado e limpo.

E nessa agitação, indo de uma tarefa para a outra, perdemos o nosso brilho. Às vezes me sinto assim mesmo, sem brilho e sem graça, me transformando numa mãe cinzenta, que só briga, reclama e dita normas e regras sem fim. Não gosto de me sentir assim! E gosto menos ainda de pensar na imagem de mãe que está se formando na cabecinha dos meus preciosos.

Mas, como tornar a maternidade mais divertida, sem esquecer que, de fato, ela é cheia de responsabilidades e compromissos?

Essas são algumas dicas que funcionam bem para mim:

- ORAR: pedir a Deus por sabedoria e alegria. A Bíblia diz que Deus dá sabedoria a todos os que pedem (Tiago 1:5), e alegria faz parte do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22);

- RESPIRAR FUNDO: Acalma a mente e relaxa. Precisa inspirar pelo nariz e soltar o ar pela boca. Parece bobagem, mas, acreditem, funciona!

- PARAR DE SE LAMENTAR pela falta de tempo para brincar com as crianças e APROVEITAR aqueles momentos em que já estamos com eles - ainda que envolvidas nas tarefas cotidianas de dar banho, ajudar a se vestir, fazer as refeições, fazer o dever de casa – para rir um pouco, ou muito!! Vale contar piadas sobre os enunciados do dever de casa, fazer cosquinhas enquanto os secamos com as toalhinhas depois do banho, montar o prato de comida num formato divertido... Vamos usar a imaginação que Deus nos deu para transformar o comum e corriqueiro em divertido e engraçado.    

- INVESTIR alguns minutos, ainda que poucos, para sentar no chão e brincar do que eles quiserem, tentando não dar palpites, apenas entrando no mundinho deles. Você vai se surpreender ao ver como seu filho é criativo e inventivo!

- SUGERIR brincadeiras que você goste. Tendemos a ficar mais bem-humoradas quando fazemos o que gostamos. Então vale pegar o seu jogo preferido ou resgatar aquela brincadeira que você amava quando era criança.

- De vez em quando ABSTRAIR DA BAGUNÇA. Ser divertida envolve também permitir que eles mudem de uma brincadeira para a outra esquecendo de arrumar a anterior e deixando um rastro de brinquedos pela casa toda! Antes de dormir vocês montam uma força-tarefa e guardam tudo! Se a arrumação for de uma maneira lúdica melhor ainda, se bem que aí já é pedir muito né, no final do dia, por mais divertido que seja, estamos exaustas! Mas vale tentar! rsrsrs

Gosto muito de pegar dicas de brincadeiras e atividades divertidas no site do Tempo Junto. A ideia das autoras é justamente essa, transformar o tempo que temos junto com nossos filhos em oportunidades para se divertir bastante!

Que o Senhor nos transforme em “alegres mães de filhos” como ensina o versículo 9 do Salmo 113, nos enchendo de ânimo, paciência e muita, mas muita alegria por sermos mães de pessoinhas tão maravilhosas!

Desejo a todas vocês um Dia das Mães cheio de diversão e gargalhadas!

Um beijinho,
Da mamãe do Gabriel e da Alice





sexta-feira, 18 de março de 2016

Crônicas de Nárnia


Olá mamães,

Vocês conhecem “As Crônicas de Nárnia”?

As crônicas são uma coleção de sete livros escritos pelo autor irlandês C.S.Lewis, entre os anos de 1949 e 1954. Já venderam mais de 120 milhões de cópias tendo sido publicados em 68 países.

O primeiro livro da série é “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”.  Nele lemos as primeiras aventuras dos irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie na mitológica Nárnia.

Tenho muitas lembranças boas desse livro. Meu pai o leu para mim e para minhas irmãs quando eu tinha uns 10 ou 11 anos. Nós amávamos! Interrompíamos várias vezes para perguntar o significado das palavras difíceis e assim aumentamos bastante nosso vocabulário. Mas o melhor era imaginar aquele reino encantado, gelado e um tanto assustador. Aguardávamos ansiosas a chegada de Aslam e acreditávamos que ele poderia derrotar a Feiticeira!

Em 2005 foi lançado o filme. Assistimos no cinema os personagens, antes imaginados, criarem vida. Vários eram diferentes de como eu imaginava... Mas muita coisa era exatamente como eu havia guardado na memória.

Como o filme já foi lançado há bastante tempo, acredito que já o tenham assistido. Se não, super-recomendo!  E peço que não se chateiem comigo! Nas próximas linhas, para contar o que aconteceu lá em casa, precisarei descrever um pouquinho de uma parte beeem importante do filme... Vou tentar contar o mínimo possível para não estragar muito a surpresa tá!

Há algumas semanas descobrimos que o filme estava passando na TV a cabo. Já havíamos visto com Gabriel algumas partes soltas, mas desta vez ele viu o filme todo, inclusive a parte mais difícil. Eu estava aproveitando para adiantar várias coisas em casa, e toda hora ia e vinha para perto dele. Mas nessa parte fiquei bem juntinho. Sabia que não seria fácil. Gabriel é o tipo de pessoa - como eu aliás também sou - que se envolve mesmo na história. Acho isso muito legal! Mas em cenas mais tensas percebo que ele realmente fica preocupado com o desfecho.

Talvez muitas de vocês já saibam que Aslam, o Leão, representa o Senhor Jesus, que é descrito na Bíblia como o Leão de Judá.

Pois bem, em um momento crucial Aslam se entrega para ser punido no lugar de um dos irmãos, que havia cometido traição. Assim como o Senhor entregou-se por nós!
Abracei meu filhinho e disse: “Fica tranquilo filho, tem final feliz!”

Mas, poucas cenas depois, um Gabriel visivelmente angustiado me perguntou: “Você falou que ia ter final feliz... como? Como... se ele morreu?”

Depois de algum tempo, refletindo sobre essa frase dele, fiquei imaginando a angústia, a tristeza e o medo que tomaram conta dos discípulos e amigos de Jesus após a crucificação. Claro que num grau incomparavelmente maior, já que não era um filme o que eles presenciavam e sim, de fato, a morte de seu grande Amigo.

“Então... a aventura termina assim?” Acho que era o que passava na cabecinha do meu filho.

“Então... a vida do nosso Mestre termina assim?” deviam pensar os discípulos.

“Continue assistindo” foi só o que respondi! Ainda havia uns bons minutos de filme pela frente.

Ah! Como foi maravilhoso ver o semblante do meu filho mudar enquanto assistíamos a cena linda de Susana e Lúcia sem saber o que dizer, ante um Aslam que rugia com toda sua força e esplendor, no amanhecer do outro dia!

O suspiro de alívio que o Gabriel deu ficará para sempre gravado na minha memória, guardadinho ao lado da imagem do meu pai sentado na cadeira bem na frente do nosso beliche, com o livro em suas mãos.

Aproxima-se a Páscoa. Festa dos judeus para relembrar a saída e libertação do Egito. Época em que, vários anos depois da primeira comemoração, Jesus seria morto.

Quando conto essa história gosto de perguntar às crianças se Jesus tinha poder para se livrar dos soldados. Alguns na mesma hora respondem que sim, outros ficam na dúvida. Dúvida compreensível, se tinha poder, por que não saiu daquela situação?

O fato é que Ele se entregou por nós.

“O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” Gálatas 1:4

Na primeira das crônicas de Nárnia, C.S.Lewis retrata de forma ficcional, sim, mas também de maneira belíssima esse sacrifício.

Mas a história de Lewis não termina nessa parte. Assim como a história de Cristo não termina na cruz. Na verdade, o melhor, a parte mais importante, ainda estava por vir.

“O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”
Romanos 4:25
“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”
Romanos 10:9

Páscoa não é coelhinho, nem ovo de chocolate, ambos são símbolos de comemorações pagãs. Falei sobre isso nesse post.

Mas Páscoa também não é apenas sacrifício, morte e tristeza.

Após todo o sofrimento no jardim do Getsêmani, após a longa caminhada pela via dolorosa, após vários castigos e muita humilhação, após a cruz, três dias depois veio a manhã de domingo!

Ele ressurgiu!

Diferente de todos os outros líderes políticos ou religiosos, Jesus venceu a morte! Provou que era Deus! Seu sacrifício foi aceito como pagamento pelo nosso pecado e rebeldia em relação a Deus. Todo nosso egoísmo, ira, mentira, desobediência pode ser perdoado ao entregarmos nossa vida ao Mestre, recebendo em troca Seu perdão!

Olhando para a cruz e o que nela aconteceu podemos perguntar como Gabriel “Como pode haver final feliz?”.  Sem a ressurreição o final não seria nada feliz! Jesus seria apenas mais um Mestre, e a morte na cruz teria posto fim a sua existência.

Mas olhando para o túmulo vazio percebemos, mesmo com nossas mentes tão limitadas, o imenso poder que pertence a Jesus.

Glória, Força, Honra e Louvor sejam dados ao Rei dos Reis, ao Leão de Judá, que venceu, vence e para sempre vencerá!

Que a Páscoa de sua família seja muito feliz! Porque a nossa Páscoa, a Páscoa dos cristãos é Jesus!

Um beijinho,

da mamãe do Gabriel e da Alice

“ Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.  Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.”

I Coríntios 5:7 e 8

terça-feira, 15 de março de 2016

Mãe presente, mas ausente!


Olá mamães,

A terceirização da maternidade é algo que me intriga muito.

Não me refiro a contratar, ou contar com a ajuda de alguém, ou mesmo da creche ou escolinha, quando a mãe está ausente, trabalhando ou resolvendo algo sério. 

Falo daqueles momentos em que a mãe está presente, mas prefere delegar todo o cuidado do filho para a babá, ou outra pessoa.

Na praia, no shopping, no teatro, em restaurante, no cinema, no consultório médico, em festinhas...

Já vi tanto isso que percebo que não são casos isolados. É um estilo de vida de muitas mães da nossa geração.

Não questiono, de forma alguma, a necessidade de ajuda, seja de parente ou da babá. Especialmente quando se tem mais de um filho ou se o passeio for para um local muito movimentado, é até mais seguro contar com mais um par de olhos!

As cenas que me incomodam são de mães que estão presentes, mas é como se não estivessem. Preferem ficar ao celular, ou conversando longamente com as amigas, ou mesmo passeando com o cachorro, enquanto as crianças estão, o tempo inteiro, sendo cuidadas por outra pessoa.

E acontecem cenas como essa: o animador da festa pede às crianças para escolherem um adulto para participar da brincadeira. Adivinhem quem é a escolhida, a mãe? Não! A primeira pessoa que a criança pensa em chamar é a babá!  É com ela que a criancinha quer brincar e se divertir!

Outra situação: no final da apresentação de um grupo musical infantil são sorteados brindes. Ao receber seu prêmio, o menininho, que não devia ter dois anos, corre para comemorar abraçando primeiro... a babá... e, só depois, a mãe.

Nessas histórias, e em tantas outras que presenciei, fica nítido que as babás são muito carinhosas, e as crianças sentem-se acolhidas por elas. O que por si só é uma coisa boa, aliás ótima!

A questão que fica na minha mente é: Como essas mães não percebem o que estão perdendo?

Como elas não notam que ao delegarem o cuidado de seus filhos, em momentos que poderiam estar com eles, elas não estão apenas se livrando do trabalho que eles dão... Estão, ao mesmo tempo, abrindo mão da companhia deles, dos seus olhares sorridentes, dos seus abraços apertados. Deixam pra outra pessoa as comemorações, o carinho, a cumplicidade.

Pode ser que eu esteja enganada, mas acredito que o vínculo entre mãe e filho fica um tanto enfraquecido. Afinal, as situações do dia-a-dia, as festas, os passeios e até mesmo os perrengues e as birras criam memórias que ficam gravadas nos coraçõezinhos. Fortalecem os laços, estreitam o relacionamento!

Agora vou parar de apontar pras outras mães e voltar meus olhos para mim mesma... Acho importante, quando vejo algum comportamento que não concordo em outra pessoa, refletir, se, de alguma maneira, eu mesma não estou caindo num erro parecido.

E não é que eu, euzinha, tinha meus momentos em que estava “presente, mas ausente”!!

Comecei a notar que ficava muito grudada no celular à noite, que é o único momento do dia em que estou com meus filhos.  Busco na escola, dou banho, jantar, faço o dever de casa com eles, preparo o lanchinho do dia seguinte. E aí, tarefas cumpridas, lá ia eu checar se tinha alguma mensagem em um dos milhares de grupos! E, claro, sempre tem! E, claro, dá uma vontade louca de comentar! E, claro, isso não tem fim! E, claro, eu estava perdendo um tempo preciosíssimo que deveria ser dedicado à minha família! Eu estava lá, mas era como se não estivesse!

Pois bem! Me botei de castigo! Rsrsrs.  Redes sociais, depois das 18h, só se estiver resolvendo algo urgente que precisa de resposta imediata. Fora isso, só olho perto da hora de dormir ou no dia seguinte no caminho para o trabalho, que, aliás, eu vivo reclamando que leva um tempão, não é, então dá pra ler, comentar, curtir, compartilhar...

À noite e nos finais de semana, quero ler histórias para meus preciosos! Quero curtir a companhia da minha família! Quero compartilhar risadas e gargalhadas com eles! Quero comentar sobre os desenhos incríveis que meus filhos fazem ou sobre como foi o dia do meu marido. Quero estar presente de corpo e alma!

Que o Senhor nos dê noção exata do que é mais importante em nossas vidas! Que Ele nos fortaleça e nos dê ânimo para cuidarmos dos nossos filhinhos, em todos os momentos em que estivermos com eles, mesmo quando isso for cansativo e a vontade de delegar for grande! Que nosso Pai Amado nos ajude a ver com clareza a grande benção que a maternidade é!

Um beijinho,

Da mamãe do Gabriel e da Alice

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Maria Farinha - parte 2


Olá mamães queridas,

Pois então, na última postagem (essa aqui) falei de um grupo cristão chamado Maria Farinha. Descobri essas meninas super-talentosas enquanto pesquisava sobre outra Maria Farinha: A Maria Farinha Filmes.

Esta eu conheci quando ganhei os DVDs de dois documentários excelentes, produzidos com o apoio do Instituto Alana. Uma das diretoras desse instituto foi palestrante em um evento no meu trabalho e conversamos um pouco ao final. Umas semanas depois recebi esses filmes em minha casa. Que surpresa boa!

Os filmes são fantásticos e sobre temas super-importantes: publicidade infantil e obesidade na infância.

Em "Criança, A alma do negócio" percebemos o quanto a publicidade dirigida diretamente às crianças é nociva para elas, para suas famílias e para toda a sociedade. 

Esse tema é muito sério mesmo. Já conversei com várias mães que ficam chateadas (assim como eu) quando algum vendedor de picolé ou outra coisa dirige-se diretamente às crianças oferecendo seus produtos. Cria uma expectativa na criança de uma coisa que muitas vezes não julgamos boa ou que naquele momento não queremos ou não podemos comprar. 

A publicidade infantil é isso vezes mil! As propagandas são feitas para atrair a atenção deles e convencê-los de que serão mais felizes com aquele brinquedo ou lanche.

Sabemos que, para as mentes infantis, bastam poucas visualizações para gravar um conteúdo, e, segundo dados do IBOPE, as crianças brasileiras ficam em média 5 horas diárias em frente à TV. Assim, assistem cerca de 40.000 propagandas em um ano!!! 1

Em determinada parte do documentário é afirmado algo muito sério: "o principal produto da indústria hoje é: consumidor".

E, veja como faz sentido: a propaganda de um brinquedo é feita de tal forma que a criança é convencida que ele é ótimo, ela pede aos seus pais e eles o compram, poucos dias depois a criança não brinca mais com ele e surge o desejo (motivado por mais e mais propaganda) de ganhar outro brinquedo... o ciclo se repete. A publicidade foi bem sucedida porque seu objetivo, de fato, não é mostrar brinquedos sensacionais com os quais nossos filhos brincarão muito e sim vender mais e mais. Não precisam ser bons. Precisam ser vendidos!

Sou o tipo de mãe que limita bastante o tempo que os filhos assistem TV. Simplesmente porque não acho um bom hábito e não quero que eles o cultivem. Quero que desenhem, brinquem, inventem histórias, leiam livrinhos!
Prefiro uma casa bagunçada a crianças hipnotizadas! (ótimo tema para outra postagem hein!) 

Mas preciso reconhecer que não é nada fácil! E por menos que eles vejam, ainda assim, é muita propaganda... Quando estou assistindo com eles sempre comento que aquele brinquedo não faz tudo aquilo... Que aquelas frases de impacto são mentirosas! E são mesmo! Ou vão querer me convencer que “tudo é possível” com uma boneca de plástico?!

Não acredito que seja o caso de proibir totalmente a publicidade infantil, mas que precisa de uma regulamentação mais rigorosa, isso sim, com certeza!

Já em "Muito além do peso" o tema é obesidade infantil. 

É interessantíssimo! Vocês sabiam que, a cada 3 crianças brasileiras, 1 está acima do peso?

Neste documentário, são apresentadas muitas entrevistas com especialistas e com famílias também, de todas as classes sociais e de vários cantinhos diferentes do Brasil.

Percebemos o quanto nos alimentamos mal e o quanto estamos mal informados a respeito dos produtos que consumimos. Grande parte dessa falta de informação vem da publicidade tendenciosa dos produtos alimentícios, o que remete ao documentário anterior. 

Especialmente chocante a parte em que a entrevistadora pergunta o nome de vários vegetais para um grupo de crianças. E elas não acertam o nome de nenhum deles!

Em outra cena é mostrado para uma menina, de uns 8 ou 9 anos, um pacote de uma famosa batatinha frita industrializada, na mesma hora ela identifica: "Isso é batatinha! Eu gosto muito!" Logo em seguida, lhe apresentam uma batata, de verdade, e, perguntada sobre o que era aquilo, ela diz com vozinha de quem está na dúvida: "cebola?"

Muito triste essa realidade que vivemos: crianças hipnotizadas pela TV e outras telas, sendo convencidas de que precisam de um mundo de brinquedos, com os quais não brincarão porque estarão, adivinhem? Sentadinhas assistindo a mais e mais propaganda enquanto comem produtos cheios de sal, açúcar e gordura, que vêm em embalagens lindas e decoradas com os personagens da moda!

Quando puderem separem um tempinho para assistir a esses documentários! Vocês não vão se arrepender!

Os produtores disponibilizaram os dois na íntegra na internet. Para assistir basta clicar em cima.

https://www.youtube.com/watch?v=ur9lIf4RaZ4

https://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4


Que o Senhor nos dê sabedoria e coragem para andarmos na contramão da nossa sociedade, criando filhos que não sejam consumistas eternamente insatisfeitos!

Que eles vejam em nós exemplos de pessoas que verdadeiramente se alegram no Senhor, independente de que bens ou produtos materiais têm ou não!

“Todavia, eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.”
Habacuque 3:18


Um beijinho,

Da mamãe
do Gabriel e da Alice